– lembranças

Hora: 20:21 – Ouvindo: Ode to my family – The Cranberries

Eu não sei se estou sendo repetitivo, mas eu sinto que tenho um dever maior que as minhas vontades. Um dever de pedir perdão todas as vezes que volto àquele perfil do Orkut. Sinto uma tristeza – não por mim, mas pelo que fiz – todas as vezes que vejo suas fotos e comunidades. Eu sei que eu lhe causei dor, sei que nada do que eu disser remediará a dor que você sentiu por minha causa, e eu sei que quanto mais eu falo, mais tudo o que digo fica ridículo e sem sentido para você.

Mas eu simplesmente não consigo evitar. Toda vez que vejo seu perfil, seu nome, suas fotos, suas comunidades, tudo me vem à memória. Não só os dias felizes, mas mais ainda o fim de tudo, o quanto foi dificil dizer tudo, por um ponto final na nossa história. Eu sinto que eu sempre estarei em débito com você, como se eu tivesse roubado algo de você, tivesse a vontade de devolver, mas não soubesse como – e talvez tenha sido isso mesmo.

Não adianta eu ficar aqui lembrando de tudo e me lamentando. Não adinta eu pedir perdão, talvez você já tenha me perdoado, mas para mim parece que nunca vai ser suficiente, falta simplesmente algo… Eu te devo algo e sempre deverei. Eu prometi jamais te machucar e foi justamente isso que fiz. Eu nem sei realmente o que você pensa sobre mim hoje em dia, afinal, a amizade que eu pensei que poderíamos ter, não foi bem realizada. Mal conversamos, na verdade, mal nos vemos, e quando isso ocorre, não temos as melhores conversas. Somos como dois estranhos numa parada de ônibus, apenas conversando casualmente, sem um assunto específico para manter uma conversa longa.

Eu queria tirar esse sentimento de dentro de mim, mas acho que mereço. Acho que quando eu tiver uns 70 anos, olharei para trás e nos verei, lá atrás, 18 e 16 anos, amando, sonhando, planejando, prometendo e… descumprindo.

Eu quero que você fique bem. Juro por Deus.

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– dor

Hora: 20:11 – Ouvindo: Thuesday, 3:00am – Nita Whitaker

Dor em minha cabeça, dor em minha consciência – dor no lado mais profundo do cérebro. Dor em meu coração, dor em minha vida que treme de frio a qualquer  brisa. Eu posso gritar para o céu, posso me jogar no inferno, eu não sei. Dor, dor, dor que me faz ter vontade de gritar… Eu não vou esquecer, não vou esquecer tudo que vivemos, e sei que você também não.

Eu posso ouvir meus próprios gritos silenciosos, preso em minha garganta, atolada de palavras que não posso deixar sair. Finjo que não escuto. Deus, ele se mostrou novamente a mim, eu gosto de sua presença  mais do que nunca. Eu sinceramente desejo mudar, desejo ser alguém diferente do que tenho sido ultimamente… Tudo isso em minha vida, eu não espero entender todas as coisas que estão vindo e que estão indo de mim, eu apenas queria que isso passasse, que eu ficasse pleno de novo.

Tento ocupar minha horas com coisas que tento colocar em primeiro lugar… estudo, tv, casa de amigos, leitura, nada me sastifaz e faz o passar o tempo tão rápido quanto eu queria. Por favor, alguém me entende? Não quero  ficar sozinho com meus próprios pensamentos que não consigo entender ou aceitar…

Eu estou quebrado. Eu posso gritar aos céus. Eu posso rastejar ao inferno. Nada vai mudar. Deus, me ajude?

Eu tenho tanto tempo pra pensar.