– piromaníaco

 

screenhunter_29-jan-06-01-22

São as minhas loucuras. Os meus vícios. Meus devaneios pegajosos e minhas armadilhas. Carcaças de experiências vividas ou imaginadas. Eu tenho esse problema, tão comum hoje em dia, de não se entender. É, eu não faço muito sentido. Nunca consegui fazer. Como eu disse, é um problema. As chaves para essas portas abrirem devem estar em algum canto por aqui onde eu não me lembrei de olhar. Sabe Deus onde. Eu mentiria se eu dissesse que já acostumei com essas pequenas, médias e grandes frustrações.

Continuar lendo

– reforma

Hora: 18:42 – Ouvindo: Bastille – Bad Blood

Olá. Quanto tempo. Sim, faz meses. Meses desde que olhei para o teclado e meus olhos turvaram perante minhas lágrimas confusas e conturbadas. Não, eu mal entendia o que queria dizer naquele último post. Sim, eu sentia muita dor e senti durante um bom tempo. Se você me perguntasse se eu passei esse tempo todo sem escrever por que estava me recuperando, eu responderia que não. Eu passei esse tempo todo sem escrever por diversos motivos. Eu não usaria a palavra curar para o que passei. A gente nunca se cura de verdade, né?

Continuar lendo

– novo mundo

paisagem-grandes

Hora: 18:16 – Ouvindo: Imagine Dragons – It’s Time

Dois anos. Quanto eu achava que dois anos me mudariam? No momento não relembro e de verdade, não importa tanto. Não importa o quanto eu julguei esses dois anos antes de vivê-los, pois qualquer estimativa que tive de mudança estava mais do que errada. A mudança pela qual passei foi inexpressivelmente maior do que qualquer expectativa que imaginei ou planejei.

Continuar lendo

– dando adeus

Hora: 17:20 – Ouvindo: One Republic – Come Home

Eu estou de partida. Indo embora. Para longe e por muito tempo. Talvez tempo suficiente para ser esquecido. Talvez tempo suficiente para as boas lembranças se apagarem, tempo suficiente para a vida mudar drasticamente. Eu estou indo embora e vou deixando tudo para trás. Vou deixando minha família, meus amigos e vizinhos, vou deixando minha cidade e tudo o que nela há. Vou deixando velhos hábitos e hábitos nem tão velhos assim. Vou acenando adeus a tudo isso e dizendo olá para outro lugar e outras pessoas.

Lógico, existe a dor. Ela não deixa de me acompanhar. É triste ver tudo ficando para trás, triste ver as lágrimas nos rostos da minha mãe e, pasmem, do meu pai. Eu não sei o que me espera, não sei o que acontecerá, nem sei quem vou conhecer. Estou caindo de cabeça dentro de um mistério, e afinal, o futuro é apenas isso mesmo: Um mistério. Vou embora com a fé de que isso vai me fazer bem, me melhorar, me consertar e trazer boas coisas. Eu preciso fugir, correr, me afastar dessa cidade, dessas pessoas, desses hábitos. Preciso começar do zero, nunca pensei que precisaria disso, entretanto dia desses percebi isso. Preciso iniciar do nada, num novo lugar, com novas pessoas com hábitos diferentes, quase como se eu precisasse de um novo nome, por que aqui… Aqui não dá mais, não para o modo de vida que quero viver. Essa cidade me polui, me corrompe, me afasta dos meus propósitos, dificulta minha decisões. Amo meus pais, mas com eles perto sempre serei dependente e acomodado, amo meus amigos, mas com eles não consigo tomar as decisões que preciso tomar, amo essa cidade, mas está impossível viver aqui. Deus, como isso é difícil. Eu gostaria de começar do zero aqui mesmo, mas não dá.

Então é isso, algum lugar me espera, pessoas que não conheço me aguardam, uma nova vida bate na minha porta com pressa, e eu só estou fechando minha mala para poder ir atendê-la e abraçá-la, aceitá-la de bom grado. Se um dia voltarei para cá depois de partir? Sim, por pouco tempo espero. Ou talvez só para visitar por pouquíssimo tempo. Ou talvez nem mesmo isso, talvez eu arranje um lugar perto daqui para vir aqui rapidinho e fugir de novo.

Posso parecer ingrato com tudo e todos, mas não é isso… Sério. Daqui levarei apenas lembranças que tentarei manter no fundo da memória. Pode até não parecer, mas na verdade, agora é que estou tomando o caminho da minha verdadeira casa, estou tomando o caminho do meu futuro. Ele me estende a mão.

Eu estou partindo. Eu estou indo embora. Com uma mala cheia de esperanças. Um novo lugar e novas pessoas. Novas oportunidades e decisões. Novo ar e um novo sol.

Estou partindo para um novo eu. Preciso abraçá-lo, preciso vê-lo.

Preciso, enfim, conhecê-lo.

– olhos recém abertos

Hora: 01:27 – Ouvindo: Florence & The Machine – Dog Days Are Over

Então será assim: Voltarei com determinação aos princípios que quero seguir. Depois de hoje, o dia – sem drama nenhum – que mais me senti humilhado, desrespeitado e sem respostas para o que me diziam, decidi que chega de brincar com coisas sérias, chega de ser o irresponsável, chega de ser o hipócrita que tanto falam. Eu tentei inutilmente conciliar uma coisa com outra completamente contrária, e veja só no que deu… Como era de se esperar só sobrou para mim, só sobrou pra mim esse sentimento de chateação. De raiva por não poder dizer nada, por não ter como rebater as críticas.

É por isso que se disse: “Não há como servir a dois senhores ao mesmo tempo”. Descobri há alguns minutos atrás – da pior forma – que é a mais pura verdade. Então se não ganho respeito, o mínimo que for, ao me juntar, de que me adianta “me mesclar” a esse grupo? O que estou ganhando? Não é algo novo ou de primeira vez, isso já aconteceu algumas vezes, mas hoje foi cruelmente exagerado! Por que as pessoas simplesmente não podem aceitar as opiniões ou decisões das outras pessoas? O que pessoas querem interferir na vida de alguém que “finge” algo para um determinado grupo, quando elas mesmas enganam descaradamente outras pessoas?

O que mais me irrita é saber que eles fazem de propósito! Saber que sabem que isso é importante para mim e mesmo assim demonstram desprezo e escárnio na minha frente sem se importar com o que penso a respeito ou não.

Então é hora de recolher os brinquedos, guardar numa caixa e jogar tudo fora. É hora de levar a vida a sério, é hora de dizer nãos firmes para aquilo que pode me deixar sem respostas quando isso acontecer de novo – por que sim, vai acontecer. É difícil você ser o único membro de um grupo no meio de outro grupo que não respeitam o grupo ao qual você pertence.

E assim vai ser, será não por cima de não, por que apesar de tudo, isso me serviu para abrir meus olhos, para mostrar a importância que isso que tanto defendo tem na minha vida, então se quero defender isso, essas pessoas, esse grupo e esse lugar, tenho que estar preparado, tenho que ter minhas próprias armas.

Eu estive tapando meus olhos por um bom período, cegando-me e tapando meus ouvidos propositalmente, escolhendo não olhar para o lado certo, mas depois de hoje… Chega. Simplesmente já deu o que tinha dá. Toda essa folia, todo esse descuidado, esse desleixo, esse desapego pelo que é realmente importante… Tudo isso acaba junto com essa noite. Tudo fica para trás e quero que permaneça no passado. Depois de tempos tentando me dividir em dois, isso ganha um ponto final, essa fase…

Acabou.