– piromaníaco

 

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São as minhas loucuras. Os meus vícios. Meus devaneios pegajosos e minhas armadilhas. Carcaças de experiências vividas ou imaginadas. Eu tenho esse problema, tão comum hoje em dia, de não se entender. É, eu não faço muito sentido. Nunca consegui fazer. Como eu disse, é um problema. As chaves para essas portas abrirem devem estar em algum canto por aqui onde eu não me lembrei de olhar. Sabe Deus onde. Eu mentiria se eu dissesse que já acostumei com essas pequenas, médias e grandes frustrações.

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– replay

Hora: 17:34 – Ouvindo: Melanie Fiona – Priceless

Seria muito repetitivo se eu dissesse o quanto estou entediado e inseguro outra vez? Por que todos têm de me dizer que é impossível passar 5 meses sem ficar com ninguém? Por que todos dizem que manter a fidelidade é tão difícil e por que todos querem me empurrar para um caminho que não quero tomar?

Que inferno! Eu só queria que me apoiassem e me tranquilizassem ao invés de botarem mais pilha na minha cabeça já confusa! Eu só queria que ela também respondesse minhas mensagens e me tirasse essa insegurança.

Tédio, insegurança e tristeza não é uma boa combinação.

– partida

Hora: 17:51 – Ouvindo: Creed – One Last Breath

“É justo de certo modo.” – foi o que eu disse segurando as lágrimas que insistiam em sair dos meus olhos no meio da rodoviária parcialmente lotada.

“Não, não é. O tempo que é injusto” – foi o que você respondeu pondo a mão em meu ombro talvez tentando me consolar.

Eu não sei. Você sempre me avisou que isso um dia aconteceria, que  você pensava em sair daqui, procurar um lugar melhor para viver e assim melhorar sua vida. Eu sabia disso tudo e mesmo assim me viciei em tua presença, em tua voz, teus abraços, teu cheiro… teu beijo. Eu me viciei propositalmente com rapidez e com intensidade. Eu sabia o risco que corria, mas não pude evitar me deixar envolver depois de todas as noites que dormimos abraçados, depois de todos os beijos repentinos, dos roubados, dos leves, quentes, carinhosos e  principalmente dos intensos.

Como não vou sentir saudade de todas as vezes que você me abraçava na hora de dormir, beijava meu pescoço e desejava boa noite ao pé do meu ouvido? Como não sentir saudade até mesmo das mordidas às vezes fortes que você dava?

Estou com medo do futuro. Eu só queria te ter aqui e não te perder nem sequer por um dia que seja. Só queria que continuasse a crescer o sentimento que há entre nós, só queria ter tua mão a segurar com firmeza a minha quando eu estivesse a passar por aflições. Talvez eu esteja surpreso do jeito que realmente te quero e preciso de você.

Eu só não queria te ter longe e assim correr o risco de te perder. =(

E quem vai me levar entre as estrelas, quem vai fazer toda manhã se cubrir de luz… Quem, além de você?

– referência

Hora: 12:37 – Ouvindo: Everything’s allright – Plus 44

Na verdade eu  não sei o que quero escrever. Depois de um bom tempo, é dificil voltar a  antiga rotina. É dificil falar sobre as mesmas coisas de antes, por que essas coisas de antes foram modificadas e transformadas em outras. Então como transformá-las no que eram originalmente? Esse sentimento misto de certeza e dúvida está me machucando. Porém, o que machuca mais: esse sentimento ambiguo ou a provável decepção que eu teria no futuro se não tivesse feito isso?

Não é por mim! É simplesmente por ela! Não haveria como o namoro sobreviver entre o emprego, universidade e trabalhos da mesma! Eu seria ausente, cruel e completamente ausente! Por isso escolhi isso, preferi terminar. Terminei enquanto tudo estava bem, terminei antes que a fadiga começasse, antes que a obrigação nos abraçasse, antes que a frustação, ciúmes, raiva e tristeza transformasse nosso namoro. Terminei por não querer ver o fim trágico de algo que foi tão belo em minha vida. A coisa mais bela que já me aconteceu, a coisa pela qual serei eternamente grato, mesmo que ela jamais queira falar ou olhar na minha cara outra vez!

Sei, sei, posso estar sendo prático (pragmático, como um amigo me definiria), mas é por nós – e mais especialmente por ela. Eu não aguentaria vê-la chorar pela minha falta, sendo que eu não poderia fazer nada para remediar isso. Eu não suportaria a idéia de que eu estava deixando ela de lado – mas sei que é exatamente isso que estou fazendo, contudo dessa forma é diferente. Ela sempre será minha referência de verdadeiro amor, de companheirismo, de pessoa certa pra se viver junto até a morte.             

Eu não queria que fosse assim. Eu não queria ter que enfrentar esse dilema. Eu não queria ser o responsável e ser o porta-voz disso tudo. Por mim isso não aconteceria. Eu ainda a amo demais e me dói como vidro correndo pelas veias dizer isso tudo! Muitos devem me julgar fraco, covarde e medroso, não peço que me entendam, pois nem eu me entendo muito bem.

Foi apenas necessário.       

“Oh,  please tell me that you’re allright. Yeah, everything’s allright. ” (♫)

Yes I’ll be just fine.

– mania pertinente

Hora: 16:46 – Ouvindo: So What – Pink

É como uma alucinação, como um sonho sem sentido. Fico impróprio de meus desejos e atos, pensamentos e resoluções. Não sei bem expressar isso, talvez seja uma nova emoção ou sentimento, quem sabe apenas uma mania da qual só tomo conhecimento agora. O pior é o depois, quando bate o arrependimento de ter feito tal coisa, de ter dito aquelas palavras, de ter pensado aqueles infames pensamentos e cogitado impossíveis possibilidades.

Essa mania me assusta, pois a qualquer traço de dúvida bate na porta de minha consciência e isso me assusta mais ainda me revelando inseguro e infantil. Uma criança mimada e birrenta, que chora quando se sente frustada. Tenho medo de que isso possa dizer mais sobre mim, nunca me imaginei com muitas… divergências emocionais e descobrir isso é sinceramente frustante e vergonhoso.

Talvez eu me conheça menos do que imaginava.