– virgem

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Hora: 16:55 – Ouvindo: Sleeping At Last – I’m Gonna Be

Um dia você me disse que eu te deixava sem palavras. Logo você que escreve livros. E isso me pareceu de uma estranheza imensa, por que eu − também escritor − raramente me sinto sem palavras. Mas então, decidi te escrever num texto, quis te transformar em letras, sílabas, orações e complementos verbais. Quis te formar em sujeito e predicado, e qual a minha surpresa ao perceber que toda frase que eu iniciava parecia tola e infantil e eu não conseguia chegar a uma extensão correta daquilo que você é para mim. Continuar lendo

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– estamos todos desesperados

 

Estamos todos com medo de amar. Essa é a grande verdade. Apesar de tantas opções que temos hoje, apesar dos mais variados tipos de relações, dos aplicativos de pegação disfarçados de aplicativos de namoro, dos likes, dos amei, dos crushes que aparecem sem fim, dos matches… Estamos com medo de amar. Quanto mais pessoas querem ser amadas, menos pessoas parecem dispostas a amar. Às vezes tudo dentro de um mesmo peito. Tudo batendo junto numa sinfonia disforme. “Quero, mas tenho medo.” Continuar lendo

– dentro

Hora: 19:20 – Ouvindo: Glen Hansard – Drive All Night

Ele te vê por aí enquanto ele fica por aqui. Um vento talvez o levaria para longe de ti se ele não insistisse em te observar com olhos sôfregos de quem bebe lágrimas todas as noites antes de dormir com seu nome ainda reverberando nos próprios lábios. Ele poderia seguir em frente se ele soubesse como tomar de ti aquilo que te deu.

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– reforma

Hora: 18:42 – Ouvindo: Bastille – Bad Blood

Olá. Quanto tempo. Sim, faz meses. Meses desde que olhei para o teclado e meus olhos turvaram perante minhas lágrimas confusas e conturbadas. Não, eu mal entendia o que queria dizer naquele último post. Sim, eu sentia muita dor e senti durante um bom tempo. Se você me perguntasse se eu passei esse tempo todo sem escrever por que estava me recuperando, eu responderia que não. Eu passei esse tempo todo sem escrever por diversos motivos. Eu não usaria a palavra curar para o que passei. A gente nunca se cura de verdade, né?

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– melhor tiro

Hora: 11:25 – Ouvindo: Ed Sheeran – Sunburn

Tem dias que quero escrever aqui e tem dias que sei que vou escrever aqui. Hoje é um dos dias que eu acordei sabendo que viria descarregar aqui. Tanta coisa aconteceu. Mais um mês. Mais um nome. Mais uma ferida. E uma das grandes agora. Cara… Sei lá, eu acho que eu sou o responsável por arruinar toda relação que tenho, seja ela social ou amorosa. Eu sinto que sempre incomodo ou sou apenas levemente aceito. Eu sinto que sou trocado muito fácil.

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