– paranoia

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Os olhos fervilham, é como se centenas de pequenas bolhas de refrigerante estivessem espumando em meus olhos. Eu sinto um arrepio frio subir pelos meus braços, cruzando meu pescoço e atingindo com força meus olhos. Fecho-os automaticamente para não deixar minhas lágrimas verem a saída. Sinto vultos frustrarem meus pensamentos que não encontram lógica no que começo a pensar. Eu fico tão envergonhado de me sentir assim tão fraco. De não conseguir barrar esse sentimento tão ruim que me pisa e me faz sentir só. Continuar lendo

– piromaníaco

 

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São as minhas loucuras. Os meus vícios. Meus devaneios pegajosos e minhas armadilhas. Carcaças de experiências vividas ou imaginadas. Eu tenho esse problema, tão comum hoje em dia, de não se entender. É, eu não faço muito sentido. Nunca consegui fazer. Como eu disse, é um problema. As chaves para essas portas abrirem devem estar em algum canto por aqui onde eu não me lembrei de olhar. Sabe Deus onde. Eu mentiria se eu dissesse que já acostumei com essas pequenas, médias e grandes frustrações.

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– estamos todos desesperados

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Estamos todos com medo de amar. Essa é a grande verdade. Apesar de tantas opções que temos hoje, apesar dos mais variados tipos de relações, dos aplicativos de pegação disfarçados de aplicativos de namoro, dos likes, dos amei, dos crushes que aparecem sem fim, dos matches… Estamos com medo de amar. Quanto mais pessoas querem ser amadas, menos pessoas parecem dispostas a amar. Às vezes tudo dentro de um mesmo peito. Tudo batendo junto numa sinfonia disforme. “Quero, mas tenho medo.”

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– dentro

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Hora: 19:20 – Ouvindo: Glen Hansard – Drive All Night

Ele te vê por aí enquanto ele fica por aqui. Um vento talvez o levaria para longe de ti se ele não insistisse em te observar com olhos sôfregos de quem bebe lágrimas todas as noites antes de dormir com seu nome ainda reverberando nos próprios lábios. Ele poderia seguir em frente se ele soubesse como tomar de ti aquilo que te deu.

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– reforma

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Hora: 18:42 – Ouvindo: Bastille – Bad Blood

Olá. Quanto tempo. Sim, faz meses. Meses desde que olhei para o teclado e meus olhos turvaram perante minhas lágrimas confusas e conturbadas. Não, eu mal entendia o que queria dizer naquele último post. Sim, eu sentia muita dor e senti durante um bom tempo. Se você me perguntasse se eu passei esse tempo todo sem escrever por que estava me recuperando, eu responderia que não. Eu passei esse tempo todo sem escrever por diversos motivos. Eu não usaria a palavra curar para o que passei. A gente nunca se cura de verdade, né?

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