– andarilho

sentado triste no banco

Hora: 23:14 – Ouvindo: Ed Sheeran: Autumn Leaves

Sabe, olhando fotos de algumas pessoas… Sinto uma falta tão grande de meus amigos da Igreja. Só parece injusto que eu more numa cidade onde eu tenha nenhum amigo próximo que compartilhe da mesma fé que eu. Eu olho essas fotos de grupos de amigos e fico tão feliz por eles, me sinto tão apaixonado por cenas de pura diversão saudável, mas ao mesmo tempo me dói estar longe dos meus amigos com quem eu poderia ter o mesmo tipo de diversão… Entende? Sair só pra rir, só pra jogar papo fora, pra tirar foto, só para ser bobo…

Não que eu despreze ou não goste de sair com meus amigos não-membros, mas é diferente sair com amigos da Igreja. É uma diversão completamente diferente e que eu desconhecia há 2 anos atrás. Eu conheci tantos sorrisos e gargalhas que me fizeram mudar, e agora é tão difícil fazer tudo sozinho… Droga, é tão ruim seguir sozinho! 😦 Mas não é por isso que irei desistir. Eu sei quem sou dentro de meu coração, eu sei a verdade. Eu tomei uma posição por aquilo que acredito e… Eu espero tanto que esse sentimento ruim vá embora. Eu queria um grupo de amigos aqui comigo, aqueles que me fizeram rir tanto, que me mostraram como é bom ter alguém que o suporte nos momentos de fraqueza, que me ajude a permanecer em pé quando eu estiver fraco e me mostre que a luz que me guia, e que se caso eu caia, me ajude a levantar. Eu sei que devemos ser espiritualmente autossuficientes, mas sair com amigos assim faz uma falta tão grande!

Eu tinha milhas e milhas de sorrisos. E eu me sentia tão seguro com eles, me sentia tão completo, tão inquebrável! Eu podia sentir o puro amor deles. Mesmo longe de casa eu me sentia tão em bem quando estava com eles… Era como se tudo fosse fácil. Eles me fizeram lembrar da minha verdadeira Casa. De meu Pai. Me fizeram esquecer as estradas, avenidas, ruas e becos por onde antes eu havia andado. Me deram as chaves e cadeados para trancar portas escuras. Apagaram de mim as marcas dos segredos que escorregavam e rastejavam para o meu coração e que o tornavam gélido e escuro. Eles cuidaram dos meus cortes, cicatrizes. Colaram meus pequenos pedaços acinzentados e deram uma nova mão de cor neles. Eles me consertaram… Eu me lembro de dias de risadas tão altas enquanto caminhávamos, enquanto sentávamos na varanda à noite depois de um longo dia, enquanto conversávamos sobre o dia. Lembro-me de noites de sorvetes em que ri tanto. Tudo tão surreal e ao mesmo tempo tão inebriante. Lembro-me dos olhares cúmplices e dos segredos compartilhados. Tudo é tão mais forte do que julgam que seja… Só quem passa por isso sabe como é. Sozinho, hoje eu me ajoelho e oro por eles, oro para que um dia eu tenha novamente um grupo de amigos que compartilhem do que creio. Para que um dia nos reunamos de novo e relembremos esses dias.

Todo mundo sempre me disse que garotos crescidos não choram, não deixam lágrimas de dor, tristeza ou decepção rolarem de seus olhos… Mas… Mas, eu estive muito tempo por aí, pelas vielas, pelos becos, pelas estradas. Tempo suficiente para saber que essa é a mentira que por tanto tempo fez ficar nos olhos as lágrimas de vários grandes homens e maravilhosos filhos. Que também me fez construir uma barragem em mim mesmo por tanto tempo. Mas foram eles, meus amigos membros, que derrubaram as grandes paredes dessa barragem psicológica e me inundaram de lágrimas de felicidade, fé, paz, gratidão e amor genuíno, puro e fácil. E mais importante: foram eles que me ensinaram a secar outras lágrimas – mais frias, duras, cortantes e obscuras – por que dias melhores estavam por vir. Me ensinaram a caminhar de cabeça erguida, por que a dor em breve iria embora. Foram eles que me ensinaram a sonhar tão grande quanto o oceano, a rir tão alto quanto as nuvens e a não me importar quando dissessem que isso era estranho. Eles me ajudaram a ver a beleza ao meu redor e em mim mesmo, por que isso sempre me ajudava a ficar bem. Eles me ensinaram a orar por força para seguir em frente quando eu me sentia com problemas, quando as luzes da minha rodovia apagavam.

Há uma parte deles ainda em mim. Mesmo que eu esteja tão longe, mesmo aqui nesse morro despido de vegetação onde enfrento minhas tempestades. Mesmo aqui ainda sinto o amor deles e oro para estarmos reunidos mais uma vez. Nesse dia que eu os terei de novo meu rio se transformará em mar. Nesse dia as estrelas sorrirão para mim de novo. As borboletas se irão e os pássaros voltarão.

Nesse dia me sentirei inteiro e finalmente em casa.

This time we share together with friends we’ll have forever… And somehow in my heart I feel I’m home ()

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